A Lenda do Tesouro Templário
Diz a lenda, que houve no tempo histórico, um tesouro tão grande, tão esplendoroso, que todos os reinos do mundo o disputavam. Este tesouro foi passado de mãos em mãos, do antigo Egito aos domínios romanos, dos domínios romanos aos domínios muçulmanos, e assim por diante até os dias atuais. E cada vez que esse tesouro passava que mãos em mãos, ele ficava ainda maior. Um tesouro tão grande, que não poderia pertencer a nenhum rei, a nenhum imperador, e sim a uma nação.
A história nos mostra fatos em que, reinos e impérios, tiveram auge e apogeu, e que nesses fatos, surgiram ciclos de dominação sobre outros reinos e impérios. Mas até onde esse ciclo de dominação se baseava apenas em questões territoriais, políticas e militares?
Uma dessas histórias de domínio começou no mundo antigo, quando o mundo se via dominado por um império vasto e poderoso, o império Romano. Nesta época, o império romano se via ameaçado por um movimento que crescia de uma forma alarmante. Era o movimento cristão. Baseada nos ensinamentos de um homem, chamado Jesus Cristo que viveu na Judéia, uma província remota do império romano no Oriente Médio, o movimento cristão pregavam o amor a paz e a salvação da alma após a morte, como também a veneração de um único Deus. Para Roma esse movimento era uma ameaça, pois estava dividindo seu império, deixando de lado a cultura tradicional romana. Com isso, se iniciou uma acirrada disputa entre cristãos e pagãos romanos. Vários imperadores romanos organizaram grandes perseguições por cristãos, visto que esse movimento estava crescendo de uma forma assustadora. Entre estes imperadores, os mais conhecidos foram, Calígula e Nero Cezar, que incendiou a própria capital romana para culpar os cristãos. Em seu apogeu, o império romano foi dividido em vários, a parte ocidental ficou sendo governado por um governante chamado Constantino.
Constantino tinha um sonho, era unir outra vez o império romano em um só, mas, para isso ele teria que disputar com seu rival regente de Roma, Maxêncio. Na cidade de York, na Inglaterra, diz à lenda que Constantino, assegurou ter visto claramente signos no céu que lhe davam o ganho da vitória. Este signo tinha a forma de uma Cruz, símbolo da cristandade tão perseguida pelos romanos. No ano de 312, o imperador romano Constantino o Grande, enfrentou as tropas de Maxêncio. Com seus exércitos portando escudos com o desenho da cruz, Constantino, triunfou sobre Maxêncio, e tomou o poder central de Roma.
No ano de 313, o imperador Constantino assinou o Edito de Milão, proibindo as perseguições aos adeptos do cristianismo. Com todo o império romano reunido, no ano 325, Constantino convocou o Concílio de Nicéia. Nesse concílio, foram discutidas questões sobre a aceitação dos evangelhos, data da páscoa no calendário romano e a imortalidade de Cristo. Já no ano de 380, o imperador Teodósio tornou o cristianismo religião oficial do império, e em 392, aboliu definitivamente os cultos pagãos. Era assim, o triunfo do cristianismo. Com a queda de Roma, em
Logo na idade média, a Igreja Católica Cristã, passou a ser dominante em toda a Europa, a senhora toda poderosa, centralizando o poder espiritual e temporal, com uma imensa fonte de riqueza e poder político. Visto que, nesta época a cidade de Constantinopla, antes centro do poder, havia sido tomada pelos Turcos Otomanos, onde todo Oriente Médio ficou sobre o domínio muçulmano. Como o poder da Europa estava sobre os domínios da Igreja Católica Cristã, os representantes da Igreja achavam que a Terra Santa, a cidade de Jerusalém, deveria ficar sobre o poder Cristão, e não Muçulmano, com isso foram organizadas as cruzadas.
A primeira cruzada foi convocada pelo Papa Urbano II, no Concílio de Clemont em 1095. Seus membros tomaram Jerusalém de assalto, e promoveram uma matança desenfreada da população muçulmana em nome da Igreja. No século XII, os muçulmanos reconquistaram Jerusalém, sob o comando do líder muçulmano Saladino, onde triunfou sobre os cavaleiros da cruzada.
Muitos estudiosos acham, que a primeira cruzada foi não só para manter o domínio sobre a Terra Santa, e sim para buscar um artefato de grande valor cristão. O Santo Graal. Taça utilizada por Cristo na ultima ceia, onde José de Arimáteia guardou um pouco do sangue de Cristo após sua crussificação. O que se sabe, e que um dia esses cavaleiros deixaram de procurar este artefato cristão. Provavelmente porque acharam.
Os estudiosos vão muito mais além, e dizem até que nessa primeira cruzada, os cavaleiros encontraram nas ruínas do Rei Salomão um imenso tesouro, que de tão grandeosidade não deveria pertencer a nenhum rei, e sim a vários. De pose desse tesouro, os cavaleiros o levaram para a Europa, onde foram abençoados pelo Papa e receberam o nome de Cavaleiros Templários, como guardiões dos grandes templos sagrados.
Com o aumento do poder dos Templários, a Igreja se viu ameaçada, e declarou perseguição aos Templários, os declarando como hereges e adoradores do demônio. No dia 13 de outubro de 1307, muitos Cavaleiros Templários foram capturados e torturados, e outros levados até a fogueira pelo tribunal de Inquisição. Os que sobreviveram, fugiram para a Escócia, onde formaram uma nova irmandade secreta, chamada Maçonaria, em homenagem aos grandes construtores. Provavelmente, com os que sobraram foragidos, foi levado o tesouro, onde mais tarde, com a descoberta do novo mundo, as Américas, formaram colônias. Essas colônias no novo mundo, foram se estendendo desde a América do Norte até a América do Sul, acreditando que este tesouro, esteja em posse dos francos-maçons do novo mundo. Nesta época, já se encontrava entre os maçons, grandes nomes da história americana, como Benjamin Franklin, Thomas Edson e Abraham Lincoln, que mais tarde foram signatários da independência americana de 1776. No Brasil também tivemos vários representantes, entre eles D. Pedro I, José Bonifacio, Bento Gonçalves e Marechal Deodoro da Fonseca, todos, maçons influenciados pelas idéias Positivistas, Iluministas e Progressistas vindo da Europa e da Revolução Francesa de 1789.
O que se fala, e que a Maçonaria e perseguida e criticada hoje em dia pelo Vaticano, como toda sociedade secreta. Acreditam, alguns estudiosos que a Maçonaria esconde um grande segredo, escondido a sete chaves onde poucos adeptos dessa irmandade o conhecem. Quem sabe até esse segredo seja um tesouro, ou até o Santo Graal, encontrado pelos cavaleiros da primeira cruzada, que mais tarde vieram a ser os Cavaleiros Templários.
Em fim, ninguém sabe a não ser aqueles que participaram dos grandes momentos da história. Desde a criação das grandes pirâmides, até as revoluções da independência das Américas. A veracidade dos fatos, fica a ser contestada por cada um de nós.

Um comentário:
vc é O cara!!
só precisa encontrar mais tempo para escrever vey!!!
amei o texto!!1
beijUs
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